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Entenda o Câmbio Cvt

O CVT (Continuously Variable Transmission) ou Transmissão Continuamente Variável foi idealizada por Leonardo da Vinci há mais de 500 anos, e somente agora vem sendo largamente utilizada em substituição aos tradicionais câmbios automáticos com engrenagens planetárias. A primeira transmissão CVT foi patenteada em 1886 e desde então sua tecnologia vem sendo refinada e aprimorada, mas somente nos dias de hoje vem despertando interesse dos grandes fabricantes mundiais de automóveis e motocicletas.


No mercado brasileiro temos o Honda Fit, Nissan Sentra, as Mercedes Classe A e B, os Audi A4 e A6, as motocicletas (scooters e cubs) Burgman 400 e Yamaha Neo, todos equipados com o câmbio CVT. O que diferencia um câmbio automático do manual?

Numa caixa automática tradicional existe o conversor de torque e na caixa manual existe a embreagem; ambos têm a mesma função mas funcionam de forma totalmente diferente. Se na caixa manual é necessária a interferência do seu condutor, com inteligência para determinar o momento da troca de marcha e força para acionar o pedal de embreagem e alavanca de câmbio, no câmbio automático esses trabalhos de inteligência e força são feitos pela própria máquina, de forma mais precisa.


Qual a diferença entre os câmbios automáticos de engrenagem e o cvt? Diferente das caixas automáticas tradicionais, as do tipo CVT não possuem marchas, o que significa a ausência das rodas dentadas que se interligam. O CVT funciona com um engenhoso sistema de polias, que permite uma infinita variabilidade entre a marcha mais alta e a mais baixa sem degraus mesmo discretos ou mudanças de marchas. O câmbio CVT não tem engrenagens, apenas duas polias de diâmetro variável unidas por uma correia metálica de alta resistência.


Comparando com o sistema de tração tradicional das motocicletas, seria como se tivéssemos coroa e pinhão que aumentassem ou diminuíssem de diâmetro, alterando a relação de aproveitamento da força do motor. Veja que o pinhão é pequeno e a coroa é grande; quanto menor a coroa, haverá menos força e mais velocidade e quanto maior a coroa, mais força e menos velocidade. A alteração do tamanho do pinhão também provoca alteração nessa relação entre força x velocidade.


Veja na figura abaixo, como funciona o câmbio CVT; imagine a polia motriz como se fosse o pinhão e a polia conduzida fosse a coroa da moto.



 


 

Autor: Mário Sérgio »